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segunda-feira, 14 de março de 2011

B3 : CONHECIMENTO EXPLÍCITO DA LÍNGUA: MOBILIZAÇÃO PARA OUTRAS COMPETÊNCIAS.

DOSSIÊ 2
B. APROFUNDAMENTO DE CONHECIMENTO SOBRE CADA UMA DAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS.
B3: CONHECIMENTO EXPLÍCITO DA LÍNGUA: MOBILIZAÇÃO PARA OUTRAS COMPETÊNCIAS.

PROPOSTA DE TRABALHO:

Conteúdo ou desempenho
Mobilizável para:
Relações semânticas entre palavras (homonímia, antonímia, meronímia, etc.)
Desenvolvimento de processos
inferenciais de interpretação em
contexto de leitura.
Propriedades prosódicas (intensidade, entoação, etc.)
Adequação e monitorização da entoação e da colocação da voz, em contexto de apresentação formal.
Análise morfológica de palavras (distinção entre palavras formadas por derivação e por composição).
*Aperfeiçoamento do desempenho  na 
  produção e recepção de enunciados em
  contextos de oralidade e de escrita.
Sistematização das propriedades dos pronomes pessoais átonos.
*Adequação a vários contextos
  discursivos (oralidade)
Identificação de tipologias textuais.
*Facilitar os desempenhos em contexto
  de leitura.
*Adequação a intencionalidades e
  contextos específicos (na escrita e na
  oralidade).
Distinção entre citação, paráfrase e plágio.
*Desenvolvimento de pontos de vista ou
  mobilização de dados recolhidos em
  diferentes fontes de informação, em
  contexto de escrita.
*Reconhecimento de diferenças,
  semelhanças ou a novidade entre
  textos, em contexto de leitura.
Modalidade
*Adequação  de expressões discursivas
  para introduzir observações /
  apreciações, em contexto oral.
*Reconhecimento de estratégias
  que permitem uma leitura mais
  eficiente e crítica dos diferentes
  enunciados, em contexto de leitura.



DÔSSIÊ 2. ROTEIRO DE TRABALHO B5 . A PRÉ-LEITURA

ROTEIRO DE TRABALHO
B.  APROFUNDAMENTO DE CONHECIMENTO SOBRE CADA UMA DAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
B5: A PRÉ-LEITURA
«O aluno deve tomar consciência e aprender a pôr em prática três etapas fundamentais do acto de ler: pré-leitura, leitura e pós-leitura.
i.                    Na pré-leitura, o professor deve privilegiar a mobilização de conhecimentos prévios dos alunos que se possam articular com o texto, antecipando o seu sentido.»
                                                                                                 (pág. 70, NPPEB)
Sabe-se hoje que um bom leitor parte do conhecimento que tem do mundo e dos textos e integra esse conhecimento prévio com o material do texto.
Utiliza - o para antecipar sentidos e para formular hipóteses sobre o texto.
Fundamentação de objectivos pedagógicos
«A leitura alimenta-se de outras leituras.
 O papel da motivação
Em contexto escolar, motivação e envolvimento articulam-se grandemente com a atribuição de sentido às tarefas que são realizadas – saber por que se lê e implicar-se no sucesso da actividade. (…) As competências em leitura desenvolvem-se de forma mais consistente quando os professores recorrem a contextos de ensino e aprendizagem que coloquem o aluno perante tarefas claras e concretas, orientadas para propósitos com sentido, e que impulsionam o aluno a fazer escolhas de forma autónoma.
Neste sentido, deve-se também entender que um dos motores da motivação assenta no par novidade/reconhecimento: a conjugação da leitura de textos fáceis e difíceis; a conjugação de diferentes formas de organizar a leitura (grupo-turma; pequenos grupos, pares, individual (…)»
«O papel da memória
O contacto continuado com os textos favorece o fornecimento de relações e de redes entre os textos, nomeadamente ao nível dos elementos que os aproximam ou que os separam                 (semelhanças e diferenças em termos de estrutura, em termos temáticos, ou outras). Forma-se um sistema de ecos (Rouxel, 1996) que desenvolve as capacidades intelectuais, apoiando os processos de compreensão e de interpretação e a progressão, possibilitando a leitura de textos com dimensão e complexidade crescentes. O conhecimento assenta na memória e um dos elementos mais importantes na aprendizagem reside na construção de imagens mentais e de esquemas que vão integrando e consolidando os conhecimentos adquiridos: estes  conhecimentos são activados sempre que nos encontramos perante uma nova situação de leitura e são enriquecidos perante cada elemento novo.» (G.I.P.P.E.B.- Leitura)
ACTIVIDADE
PROMOÇÃO DA LEITURA DA OBRA O RAPAZ DO PIJAMA ÀS RISCAS, JOHN BOYNE. OBRA INDICADA PARA O CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
(8º/9ºano – 3º Ciclo)
MOTIVAÇÃO:
Objectivo (propósito pedagógico)
Estimular a leitura, despertar a curiosidade e o interesse, bem como a compreensão do contexto histórico político e social retratado na obra citada;
Divisão da turma em dois grupos:
·         Um deles analisa as imagens sugeridas, na sala de aula, e faz o levantamento de hipóteses/expectativas de leitura e atribui uma legenda a cada uma delas (intertextualidade exoliterária);
·         O mesmo grupo analisa os elementos paratextuais da obra indicada (capa, título, contracapa, imagem, com o mesmo objectivo…)
·         Outro grupo visiona, apenas e previamente, o filme/trailor O Rapaz do Pijama às Riscas, Mark Herman (Reino Unido 2007), na Biblioteca (BECRE)
(ou eventualmente o filme A Vida é Bela, protagonizado por Roberto Benigni http://www.youtube.com/watch?v=5GnpBvKvZsk  , que recebeu o Óscar 1999 EUA, melhor actor, melhor filme estrangeiro e melhor música).
·         Tempo da actividade igual para os dois grupos.
Na aula seguinte, apresentam as suas hipóteses de leitura, partilham ao grupo – turma  as suas experiências  de estímulo para a leitura,  face às formas de arte utilizadas: fotografia e filme (intertextualidade exoliterária, isto é, com outras formas de arte).
·         Actividade orientada por um guião (ex: levantamento de características e pormenores de vestuário, aspecto físico das pessoas, descrição de espaço -» compreensão posterior do espaço social da obra…)
PRÉ-LEITURA
Objectivo:
Estabelecer relações e redes entre textos de  matrizes discursivas e tipologias diversas - texto literário e texto não literário (media), (“sistema de ecos”, Rouxel, 1996) com o intuito de relacionar conhecimentos sobre a mesma temática e activar a memória perante  uma nova situação de leitura.
Divisão da turma nos mesmos dois grupos:
·         Um grupo lê um excerto do Diário de Anne Frank (relato verídico de uma jovem judia que viveu os horrores da perseguição nazi durante a Segunda Guerra Mundial);

Querida Kitty:

Sinto como que marteladas na cabeça! Nem sei por onde começar. Sexta-feira (Sexta-feira Santa) à tarde, e no sábado também, fizemos vários jogos. Esses dias passaram-se sem novidade e bastante depressa. No domingo pedi ao Peter que viesse aqui e mais tarde subimos e ficámos lá em cima até às seis horas. Das seis e quinze até às sete horas ouvimos um belo concerto de música de Mozart; do que mais gostei foi da «K'eine Nachtmusik». Não consigo escutar bem quando há muita gente à minha volta, porque a boa música comove-me profundamente.

                                               

Domingo à noite o Peter e eu fomos ao sótão. Para estarmos sentados confortavelmente, levamos umas almofadas que pusemos em cima de um caixote. O sítio é estreito e estávamos muito apertados um contra o outro. A Mouchi fazia-nos companhia. Assim havia quem nos vigiasse. De repente, às nove menos um quarto, o sr. van Daan assobiou e perguntou se nós tínhamos levado uma almofada do sr. Dussel. Saltámos do caixote abaixo e descemos com as almofadas, o gato e o sr. van Daan. Por causa da almofada do sr. Dussel desenrolou-se uma verdadeira tragédia. Ele estava desaustinado por termos levado a sua «almofada da noite». Receou que a enchêssemos de pulgas, fez cenas tremendas por causa de uma reles almofada. Como vingança, o Peter e eu metemos-lhe duas escovas duras na cama. Rimo-nos muito daquele pequeno «intermezzo». Mas o divertimento não havia de ser de longa dura. As nove e meia o Peter bateu à porta e pediu ao pai que subisse para lhe ensinar uma frase inglesa muito complicada.

- Aqui há gato - disse eu à Margot. - Ele não está a dizer a verdade.

E tinha razão. Havia ladrões no armazém. Com rapidez, o pai, o Peter, o sr. van Daan e o Dussel desceram. A mãe, a Margot, a srª van Daan e eu ficamos à espera. Quatro mulheres cheias de medo não podem fazer outra coisa senão porem-se a falar. Assim fizemos. De repente, ouvimos, lá em baixo, uma pancada forte. Depois, silêncio. O relógio deu dez menos um quarto. Estávamos lívidas, muito quietas e cheias de medo. Que foi feito dos homens? O que é que significava aquela pancada? Haverá luta entre eles e os ladrões? Dez horas. Passos na escada. Entra primeiro o pai, pálido e nervoso, depois o sr. van Daan.

- Fechem a luz. Subam sem fazer barulho. Deve vir a polícia.

Agora não havia tempo para medos. Fechámos a luz. Ainda peguei no meu casaquinho e subimos.

- O que aconteceu? Depressa, conta! - Mas não havia ninguém que pudesse contar, porque os senhores já tinham descido outra vez. Às dez e dez voltaram, dois ficaram de guarda na janela aberta, no quarto do Peter. A porta do corredor ficou fechada. A porta giratória também. Sobre o candeeiro lançámos uma camisola. (…)»
                                                                        in Diário de Anne Frank

·         Outro grupo lê o artigo da Revista Única, in Expresso, 12 Março 2011: “Auschwitz, manual de Instruções”, por Clara Ferreira Alves (pp.42-46). (Campo de concentração onde os Nazis mataram 1.3 milhões de seres humanos há 60 anos atrás, agora visitado pela colunista do Expresso).
·         Será  atribuído o mesmo tempo a cada grupo;
·         Na aula seguinte, partilham a experiência de pré-leitura ao grupo – turma.
·         Ambas as experiências deverão ser orientadas por um guião de leitura (Ex: levantamento das condições de vida dos judeus; marcas de perseguição e discriminação; marcas de sensações de medo, insegurança; faixa etária das personagens – tópicos que permitam a análise contrastiva com a obra O Rapaz do Pijama às Riscas,... -» reconhecimento).



N.B. Consultar para saber mais:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

B1: TRABALHO SOBRE A ORALIDADE - VANTAGENS DA PRÉ-ESCUTA. PROPOSTA DE ACTIVIDADE (COMPREENSÃO/EXPRESSÃO ORAL)

DOSSIÊ 2
B. APROFUNDAMENTO DE CONHECIMENTO SOBRE CADA UMA DAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
B.1: O TRABALHO SOBRE ORALIDADE: VANTAGENS DA PRÉ-ESCUTA

PROPOSTA DE TRABALHO:
1.       TEXTO SELECCIONADO: EXCERTO DO ENUNCIADO ORAL “Conversas de Família”, in O Peixe Azul, Margarida Fonseca Santos (excerto presente no C.D. do manual Palavras a Fio, 7º ano. Trata-se das primeiras páginas de um livro de aventuras).

2.       O texto seleccionado é bastante interessante e as razões que presidiram à sua escolha prendem-se com diversos critérios:
a)      Tema, níveis de língua e escolha lexical – O tema do conflito de gerações permite aqui evidenciar os diferentes níveis de língua e o vocabulário especifico inerente, utilizados pela personagem avô e pelos jovens adolescentes, seus netos, bem como compreender a rentabilidade discursiva destes ao serviço do tema enunciado, agravando o possível fosso entre as personagens, ou, pelo contrário, aproximando-as, quando dessa ferramenta discursiva se apropriam, como forma de esbater essa mesma barreira, criando cumplicidade entre ambos;
b)      Tipologia textualTexto narrativo com diálogo predominante. O próprio título “Conversas em família” aponta para a existência de diálogo, o que, aliás, poderá ser confirmado, posteriormente, em presença do texto transcrito, pela simples observação da sua mancha gráfica.
    Os alunos serão convidados a reflectir e observar as marcas da oralidade              (construções frásicas, entoação transmissora da intenção, sentimentos das personagens, etc.) presentes neste diálogo e que contribuem para a sua verosimilhança, bem como a  pertinência do diálogo, como forma de dar mais vivacidade ao texto narrativo.
De facto, para que a história pareça verdadeira, a linguagem utilizada por cada personagem deve ser adequada à sua idade, à sua maneira de ser, à época em que vive e ao local em que se encontra;
 (conteúdos: modos de representação do discurso; níveis de língua; sinonímia)
c)       Possibilidade de articulação com conteúdos CEL : Estudo do discurso directo e indirecto; tipos e formas de frases (utilizados conforme a intenção comunicativa (dar informações, perguntar, exprimir sentimentos, ordenar ou pedir algo)
d)      Estudo da pontuação, em particular da pertinência e diferentes utilizações das reticências, indicando atrapalhação e hesitação do emissor.

A – Compreensão oral


3.       Grelha de registo a ser distribuída antes da escuta do texto
(O docente poderá e deverá fazer uso das ferramentas pedagógico - didácticas disponibilizadas pela Escola virtual (www.escolavirtual.pt ) para este efeito, pois o seu suporte audiovisual funciona como elemento motivador, gerador de aprendizagens significativas na sala de aula) :

1 - Assinala com uma cruz as respostas correctas.
1.       As personagens deste texto são…
a)      A avó do narrador
b)      O Avô do narrador
c)       A prima da Joana
d)      A professora da Joana
e)      Um jovem do sexo masculino
f)       A Joana

2.       As personagens deste texto…
a)      Têm todas a mesma idade
b)      Têm idades diferentes
c)       São todas do mesmo sexo
d)      Têm sexos diferentes

3.       Por essa razão…
a)      Utilizam o mesmo vocabulário e o mesmo nível de língua
b)      Utilizam níveis de língua diferentes e o mesmo vocabulário
c)       Empregam vocabulário e níveis de língua  ajustados ao seu nível etário

4.       A acção desenrola-se …
a)      Num belo dia de Primavera
b)      Numa noite de Inverno
c)       Num dia de temporal
d)      Numa noite de Verão
    
5.       A acção passa-se …
a)      Na escola da Joana
b)      No cinema
c)       Em casa
d)      No jardim

6.       Neste texto…
a)      Não há qualquer diálogo entre personagens
b)      Fica claro o monólogo da Joana
c)       As personagens conversavam calmamente
d)      A certo momento da conversa, algo provocou um aceso diálogo entre avô e neto
e)      Há apenas narração e descrição.

2.       Identifica agora os argumentos do Avô (A) e os argumentos do neto (N):
a)      Ninguém pensa assim …..
b)      Atrapalha a vida de todos ….
c)       A Joana quer sempre sair ….
d)       Ela sai mesmo sem autorização …..
e)      O neto não sai para lhe fazer companhia …..
f)       O neto não sai porque não gosta de ir a discotecas …..

3.       Selecciona a resposta correcta:
Com a chegada da Joana, um dos dois interlocutores  ganha um aliado. Qual deles?

a)      O neto, pois, tal como ele, a irmã não aceita a possibilidade de o avô não ir com eles de férias.
b)      O avô, pois a Joana deixa bem claro que não tem paciência para fazer companhia ao avô e quer divertir-se com os seus amigos durante as férias.
     4.Como se sentiu o avô no final da conversa?

a)      Derrotado, mas aliviado
b)      Triste e humilhado
c)       Vitorioso e arrogante
d)      Indiferente e aborrecido

5.      Responde indicando se estas afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F):

Nesta conversa familiar…

a)      Não há cortes, nem hesitações no diálogo.        …..
b)      Há interrupções e hesitações enquanto as personagens falam.   …..
c)       A linguagem é adequada ao contexto de comunicação.   ….
d)      O vocabulário é totalmente inapropriado a esta situação.   …..





B – Expressão Oral - Actividade
Objectivo desta actividade: Trabalhar as competências que permitem estabelecer um contacto com os outros.
Na reflexão final, há dois aspectos que devem merecer uma atenção particular:
-  A necessidade de adequação do discurso à situação (tipo de relação social que o falante mantém com o seu interlocutor, conversa informal, situação de diálogo ou de exposição);
- Uso correcto de diferentes formas de tratamento (refira-se particularmente ao emprego dos pronomes de tratamento da 2ª pessoa: tu, você e o senhor/a senhora)
(* Ainda a propósito do diálogo sugere-se a realização da actividade proposta na Transparência 1)

1. Recorda o que a Joana disse quando soube que o avô não tencionava ir de férias com o resto da família.
    « - Era só o que me faltava! Ó avô, passaste-te?
      - Passei-me …?» (linhas 81-83)
2. Quando falas com alguém, é fundamental que adaptes a tua linguagem à situação. O jogo  (JEUX DE RÔLE) que  a seguir te propomos consiste na improvisação de três diálogos:
          Situação:
       Estás na rua, longe de casa, e verificas que perdeste dinheiro para o autocarro. Precisas de telefonar aos teus pais, mas não tens telemóvel. Só te resta pedir a alguém para te deixar fazer uma chamada. A quem?
·         Ao pai de um colega de turma que mora em frente à paragem do autocarro;
·         À senhora que está na paragem do autocarro e que acaba de falar ao telemóvel;
·         A um rapaz da tua idade que vai a passar.

Passos a seguir:
Dois alunos improvisam cada diálogo, os restantes alunos observam as improvisações.

DISCUSSÃO COLECTIVA SOBRE :

- A forma como cada diálogo foi iniciado;
-A linguagem utilizada;
- A correcção na forma de tratamento;
- A atitude, o gesto, o olhar;
- As regras consideradas importantes para estabelecer um contacto com os outros